Paulo Morais · Artigos e conhecimento
Osteopatia na população portuguesa: Um estudo observacional
Objetivo
Avaliar o efeito de um protocolo de intervenção osteopática, composto por técnicas de stretching e inibição muscular, na redução da sintomatologia de cefaleias tensionais em mulheres adultas.
Metodologia
Trata-se de um ensaio clínico randomizado (registado em ClinicalTrials.gov: CT06475248), envolvendo 43 mulheres diagnosticadas com cefaleias tensionais, divididas aleatoriamente em dois grupos:
- Grupo Experimental (n=21): Submetido a técnicas de stretching do trapézio superior e esternocleidomastoideu, e inibição dos músculos suboccipitais.
- Grupo de Controlo (n=22): Submetido a uma intervenção placebo (posicionamento estático de uma mão sobre o esterno, sem movimento, durante 6 minutos).
A intervenção consistiu em três sessões semanais. A avaliação foi realizada através da escala HIT-6 (antes da primeira e uma semana após a última sessão), utilizando os testes de Mann-Whitney e Wilcoxon para a análise estatística.
Resultados
Foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre os grupos no segundo momento de avaliação (). O grupo experimental apresentou uma melhoria significativa (), enquanto não se verificaram alterações relevantes no grupo de controlo (). Os dados demonstram uma redução na frequência e intensidade das cefaleias, com impacto positivo na funcionalidade e na qualidade de vida das participantes.
Conclusões
O protocolo osteopático revelou-se eficaz na redução da sintomatologia de cefaleias tensionais em mulheres. Estes resultados sustentam a inclusão da abordagem osteopática como estratégia terapêutica complementar na gestão desta condição.
Palavras-chave: Cefaleia tensional; Osteopatia; Stretching; Inibição muscular; Mulheres.
Referências Bibliográficas
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